Monólogo 2

Bem minha gente, meu professor de Expressões Artísticas nos pediu um trabalho que consistia em fazer um Monólogo para apresentar-mos na aula durante cinco minutos. Já fiz dois, o primeiro eu não quero apresentar porque não me apetece chorar e quando choro não faço mais nada. O segundo eu não quero porque não me inspira para fazer lá. Vou inventar outro... Outro qualquer. 

Monólogo 2

Estive a pensar, é o que tenho feito á algum tempo, pensar.
Ando a pensar o porquê de chegarmos sempre a este ponto, este ponto que nos corrói. A todos nós, aqui dentro, tivemos aquela pessoa que «ZaZZZZ» nos roubou o coração e a mesma que o partiu em mais bocados do que era possível. Que nos roubou a identidade, fez-nos perder o sentido, o rumo de nós próprios a alegria de sermos quem somos e passarmos a ver e sentir só o negativismo a atacar o nosso ser. E estamos de mãos atadas. Amarrados a algo que já não existe. Algo que já não faz sentido na nossa vida.

Chamo a isto de morte do ser. Simplesmente morremos tanta vez e não nos apercebemos. Sabes as cobras? Quando aquela pele cai, ela mudou de alguma forma, algo nela morreu. É a isto que me refiro. Morte do ser, de algo que eras e já não és e tudo porque um dia alguém te roubou de ti.
E tu não te queres resgatar com medo de voltar a sentir o que já sentiste. Caíste e deixaste-te ficar no chão. Vá continua a deixar o mal repovoar a tua identidade. É sempre bom sermos os maus da fita quando o que nos souberam fazer foi magoar. É sempre bom deixar a nossa vida nas mãos de quem menos cuidado tem. A tua vida antes era um diamante quebrável, agora é uma pedra dispensável, Não só para quem te fez mal mas também para ti, porque tu… desististe

Continua assim é um conselho que te dou. Ser burra não é um defeito é uma capacidade, e tu a tens. Anda atrás de quem te esfolou viva sem sequer te tocar. Vai enfrente. Força nisto e naquilo que te vai fazer chorar. Vai sofre mais um bocado, a tua maquiagem não está o borrada suficiente para andares por ai e seres considerada uma coitadinha. Força! Já te disse, força no que estás a fazer ao teu tempo, que parece não ser muito preciso visto que o que mais fazes é o perder.
Queres que te dê os parabéns? Posso até te bater palmas. Olha mas não o vou fazer, não tenho paciência para assistir estes teus teatros de dor, prefiro peças de teatro em que o ator reage, tem impacto, faz a vida valer a pena. Assim eu gosto. O teu desespero é um tanto melodramático para mim. Quero assistir alguém melhor que tu, tipo tu antes de seres isto. De te teres rejeitado para chão e deitado na lama que a tua vida se tornou. És isto, ou seja, nada.

E porquê? Porque és igual a mim! É isso que te faz tão horrível, porque me lembras a mim. Lembras-me aquelas lágrimas todas que derramei. Mostras-me as minhas fraquezas. Mostras-me que a inocência foi derramada e agora o bloco de pedra que tenho no peito está a formar-se em igual no teu. E eu, encontro-me na lama seca, ainda não me levantei. Mas não dá fiquei presa. Secou e me agarrou. Ainda tens tempo de te levantares e ergueres. Olha para mim, espelha-te em alguém melhor que eu. Vês me aqui em baixo porque é o meu sitio. Mas não tem de ser o teu. Não fui de ferro, também acho que não tinha de ser, mas ser assim mole, tão mole não deveria ter sido uma opção minha. Mudei todas as peles que tinha, morri, o meu ser morreu. E a nudez dos meus sentimentos é tão notável que te faz querer sair já. Mas porque não fazes? Não podes ser igual a mim! Não podes. Foge disto.

Ainda tens tempo para seres feliz, ainda tens tempo para acartar a espada da vitória em teus braços. Não faças este erro contigo mesma. Corre, avança.
Nunca te esqueças que existe sempre um ser que vai juntar peça por peça do teu coração e te dar ele. Teu coração não será igual mas com o tempo sará. E não te preocupes comigo pois já nem eu o faço.
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